Setor privado da Guiana reage após mapa polêmico em cúpula no Suriname
Entidade empresarial criticou representação territorial exibida durante abertura da SEOGS 2026
A Comissão do Setor Privado da Guiana (PSC) divulgou nesta quarta-feira uma forte manifestação pública após a exibição de um mapa considerado incorreto durante a cerimônia de abertura da Suriname Energy, Oil & Gas Summit & Exhibition (SEOGS 2026), realizada em Paramaribo, no Suriname.
Segundo o comunicado oficial da entidade empresarial, o material apresentado durante o evento mostrava a região do Triângulo do Rio Novo (New River Triangle) como pertencente ao território surinamês, situação que gerou reação imediata por parte do setor privado guianense.
A PSC reiterou que o Triângulo do Rio Novo integra o território soberano da Guiana e classificou qualquer representação diferente disso como “inaceitável”.
O episódio ocorreu durante um dos principais encontros regionais do setor energético, que reúne autoridades governamentais, investidores e representantes da indústria de petróleo e gás da América do Sul e Caribe.
No comunicado, a entidade destacou que este não seria um caso isolado. De acordo com a comissão, em fevereiro de 2025 já haviam sido feitas objeções públicas após outro evento empresarial no Suriname apresentar mapas sem o reconhecimento adequado das fronteiras guianenses.
Além da questão territorial, o setor privado da Guiana também citou preocupações recentes relacionadas à aplicação de taxas sobre embarcações que operam no rio Corentyne, situação que, segundo a entidade, vem impactando negativamente o ambiente de confiança entre empresários dos dois países.
A PSC afirmou que a repetição desses episódios cria um cenário considerado incompatível com os princípios de cooperação, boa convivência e integração econômica regional.

Capitão Gerald Gouveia Jnr., presidente da Private Sector Commission (PSC) da Guiana
Mesmo reforçando apoio ao diálogo e à cooperação bilateral entre Guiana e Suriname, a comissão ressaltou que relações econômicas sólidas dependem de reciprocidade e respeito mútuo.
O comunicado também direciona cobranças aos organizadores da SEOGS 2026, incluindo a estatal petrolífera surinamesa Staatsolie, pedindo esclarecimentos públicos e garantias de que futuras apresentações oficiais respeitem corretamente as fronteiras territoriais reconhecidas pela Guiana.
Como alerta, a entidade declarou que “não se pode esperar que o setor privado da Guiana participe de fóruns destinados à promoção de parcerias enquanto a soberania do país é repetidamente desrespeitada”.
O episódio aumenta a tensão diplomática em torno de disputas territoriais históricas na região, justamente em um momento em que Guiana e Suriname ampliam investimentos e cooperação no setor energético.
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Equipe Editorial – Roraima TV




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