Terremoto de 7,1 atinge Kumamoto e paralisa sul do Japão
Tremor provocou incêndios, danos estruturais, suspensão de trens e voos; autoridades mantêm resgates e alertam para réplicas.
Tremor deixou feridos, provocou incêndios e danos estruturais, interrompeu trens e voos e levou autoridades a emitirem alertas para novas ocorrências.
Um terremoto de magnitude 7,1 atingiu nesta terça-feira (28) a província de Kumamoto, na ilha de Kyushu, no sul do Japão. O tremor provocou incêndios, danos em prédios, estradas e pontes, além de interrupções no fornecimento de energia, nos transportes ferroviários, no aeroporto e em serviços de telefonia móvel.
A Agência Meteorológica do Japão (JMA) registrou intensidade máxima 7 na escala sísmica japonesa em áreas próximas ao epicentro, o nível mais alto do sistema local. O Serviço Geológico dos Estados Unidos (USGS) revisou posteriormente a magnitude do evento para 6,8.
A primeira-ministra do Japão, Sanae Takaichi, afirmou que o governo mobilizou equipes para avaliar os danos e atender as vítimas. Segundo as autoridades, há registro de feridos e a prioridade é localizar pessoas que possam estar presas em estruturas atingidas.
Resgates e evacuações mobilizam autoridades
A imprensa japonesa mostrou edifícios danificados, focos de incêndio, grandes rachaduras em vias e um trem de carga descarrilado. Uma área comercial parcialmente destruída também passou a ser alvo das equipes de resgate, diante da possibilidade de pessoas soterradas ou isoladas.
Moradores de áreas atingidas foram orientados a procurar centros de evacuação e seguir os avisos oficiais. A recomendação é manter atenção para possíveis réplicas, especialmente durante os próximos dias, além do risco de deslizamentos de terra em regiões mais vulneráveis.
Inicialmente, a JMA emitiu aviso de tsunami para áreas costeiras. A medida foi retirada após a agência informar que não havia registro de ondas significativas.
Energia, trens e voos foram afetados
A Kyushu Electric Power informou que milhares de imóveis ficaram sem energia após o terremoto. As falhas também afetaram os serviços das operadoras KDDI e Docomo, que registraram interrupções na telefonia móvel e em linhas de transmissão.
A JR Kyushu suspendeu os serviços ferroviários, incluindo os trens-bala. O Aeroporto de Kumamoto interrompeu as operações da pista, provocando cancelamentos e desvios de voos.
A TSMC retirou funcionários de sua unidade na região como medida preventiva. A Sony também informou que avalia os impactos do tremor em suas instalações locais.
Usinas nucleares não registraram anormalidades
A autoridade reguladora nuclear do Japão informou que não foram identificadas irregularidades nas usinas da região. O governo mantém o monitoramento das estruturas e concentra esforços na assistência à população afetada.
Kumamoto foi palco de uma forte sequência de terremotos em 2016, quando dezenas de pessoas morreram e milhares de prédios foram danificados. Dez anos depois, o novo tremor volta a colocar a região em estado de alerta.
Equipe Editorial do Grupo RTV de Comunicação
Fonte: Agência Meteorológica do Japão (JMA), Associated Press e Reuters




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